A 3.ª Vara Federal de Maringá, no norte do Paraná, condenou um vendedor de Nova Esperança (PR) a cinco anos e três meses de reclusão em regime inicial fechado pelo uso de cédulas falsas para pagar uma pizza. A sentença também determinou o pagamento de 97 dias/multa e a reparação do valor do produto à pizzaria vítima do golpe. Em 29 de abril de 2022, o vendedor de 34 anos utilizou cinco cédulas falsas para pagar um pedido de delivery de um estabelecimento local, no valor total de R$ 65. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o réu agiu com intenção criminosa, escolhendo um local com pouca iluminação para a entrega, bloqueando o contato da pizzaria após o crime. As cédulas, analisadas pela Perícia Criminal Federal, foram consideradas falsas, mas de “boa qualidade”, capazes de enganar o público. O laudo destacou que as notas foram impressas em jato de tinta e papel inferior, reproduzindo detalhes do dinheiro verdadeiro. O acusado alegou que não sabia que as cédulas eram falsas e que foram recebidas como pagamento de corridas que ele realizou como motorista de Uber. No entanto, o juiz considerou inconsistentes as explicações do réu, uma vez que ele teria solicitado a entrega do pedido em endereço de terceiro, em local de pouca luminosidade, não teria retornado o contato do estabelecimento comercial após efetuar o pagamento do lanche e, por fim, não teria comprovado que trabalhou como Uber no dia dos fatos. O homem já havia sido condenado definitivamente por crimes como estelionato e roubo, o que prevaleceu no cálculo da pena, ante a multirreincidência e maus antecedentes. “Desse modo, ausentes quaisquer causas excludentes da tipicidade, da ilicitude e da culpabilidade, a condenação pela prática do crime é medida que se impõe”, declarou Herrerias. A sentença determinou o encaminhamento das cédulas falsas para o Banco Central, onde serão posteriormente cadastradas e destruídas. O réu poderá recorrer em liberdade, mas deverá cumprir a pena em regime fechado devido ao histórico criminal. *A reprodução do conteúdo é autorizado desde que sejam atribuídos os devidos créditos à JFPR *Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal do Paraná**COMSOC | JFPR – imprensa@jfpr.jus.br* Imagem meramente ilustrativa (Freepik)
Diretores do Foro das SJs do Paraná discutem prioridades para gestão 2025/2027 (29/07/2025)
A Direção do Foro da Seção Judiciária do Paraná (SJPR) para o biênio 2025/2027 promoveu, nesta terça-feira (29), o 1º Encontro dos Diretores do Foro das SJs do Paraná, na sede da Justiça Federal do Paraná (JFPR), em Curitiba. A reunião possibilitou aos presentes o alinhamento de objetivos e procedimentos, bem como da organização do planejamento de ações administrativas para o período. “É um honra e uma alegria receber os novos colegas de diretores de subseção no momento em que recebemos a alta administração do nosso Tribunal”, afirmou o diretor do Foro, juiz federal José Antonio Savaris. A reunião se iniciou às 10h, com abertura feita pelo desembargador federal João Batista Pinto Silveira, presidente do Tribunal Regional Federal 4ª Região (TRF4). Ele citou a admiração pelo trabalho desenvolvido pelo corpo funcional da Seção Judiciária do Paraná. “Temos uma equipe extraordinária. A Justiça é uma só – a primeira instância, a segunda instância, é essa prestação de serviço que damos para os jurisdicionados […] Para isso dependemos do diálogo e nos inserirmos na sociedade. Os senhores, dentro da nossa organização, têm uma missão que vai além de julgar”, afirmou Silveira. Em seguida, a desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene, corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região, falou sobre a importância desta interlocução entre os diretores e o Tribunal, especialmente do ponto de vista da Corregedoria. “Nossa proposta é trabalhar com um sistema de inspeção que permita melhor conhecer as realidades das unidades jurisdicionais”, disse. Melhoria das relações institucionais A corregedora aproveitou para destacar a criação do sistema Cordial como um exemplo de aproximação e otimização das relações institucionais. “Uma das coisas que eu mais me ressentia, quando era juíza de primeiro grau, era de projetos que o Tribunal desenvolvia na minha área, que era criminal, sem ouvir os criminais. O que pretendemos agora é ouvir os juízes de primeiro grau”. Para isso, foi criado um fórum no qual cada matéria foi separada: cível, previdenciária, penal e execução fiscal. “Entendemos que é mais produtivo ouvir as pessoas daquela matéria, envolvidas com aquela competência e que vão poder ajudar a Corregedoria a aprimorar seus atos”, declarou Salise. Também estiveram em pauta no encontro temas administrativos gerais relacionados à acessibilidade, valorização e motivação de servidores, ferramenta de agendamento para atendimento, plantão judicial, entre outros. Foram assunto, ainda, questões pontuais de SJs do interior, como Londrina e Paranavaí, referentes a reformas e instalações, além da geração de energia solar em todas as Subseções Judiciárias, por meio de placas fotovoltaicas. No período da tarde, a juíza federal Lívia Cristina Marques Peres, do Amapá, atualmente coordenadora do programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal e juíza auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), se juntou à reunião. O encontro encerrou às 17h, com a presença de diretores e diretoras administrativos da Seção Judiciária. *A reprodução do conteúdo é autorizado desde que sejam atribuídos os devidos créditos à JFPR *Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal do Paraná**COMSOC | JFPR – imprensa@jfpr.jus.br* O 1º Encontro dos Diretores foi na sede da JFPR, em Curitiba. Foto: Comsoc/JFPR (Foto: Freepik)
Blumenau elimina mais de 4 mil processos e destina R$ 1,9 mil à cooperativa (30/07/2025)
A Subseção Judiciária de Blumenau, dando continuidade na gestão documental de autos judiciais findos, procedeu à eliminação de mais 4.223 processos. Destes, 3.771 processos físicos distribuídos no sistema SIAPRO e 452 que foram digitalizados para tramitação eletrônica via e-Proc, recebidos de órgãos de diferentes Regiões da Justiça Federal e de outros ramos do Poder Judiciário por declinação de competência. As eliminações resultaram em 3.340 quilos de papel que, após a fragmentação, renderam R$ 1.962,35, os quais foram destinados para a Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Resíduos Recicláveis de Blumenau – COOPERRECIBLU. Desde a primeira eliminação realizada em 2005, somando-se agravos e processos, já foram eliminados 86.191 autos judiciais findos, que correspondem a 46.754 quilos de papel doados para reciclagem. Para concluir a gestão documental, pendem de análise 26.525 autos judiciais findos. Já está em andamento a separação de autos judiciais findos que cumpriram a temporalidade para o próximo edital, visando à eliminação do máximo possível de processos para evitar o traslado para o prédio da nova sede de Blumenau, com previsão de conclusão para o 1º semestre de 2026. Fonte: Divisão de Apoio Judiciário e Administrativo de Blumenau () () () () () () ()
Inscrições para estágio em Administração no TRF4 estão abertas até o dia 6 de agosto (30/07/2025)
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) está com inscrições abertas para processo seletivo de estágio para alunos do curso superior da área de Administração. Os estudantes interessados em participar da seleção podem se inscrever na página www.trf4.jus.br/estagios, na seção “Processos Seletivos Abertos”, até as 18h do dia 6 de agosto. Para participar do processo seletivo, o candidato deve estar regularmente matriculado no curso superior da área de Administração em uma das instituições de ensino conveniadas com o TRF4. A relação completa das instituições conveniadas com o tribunal encontra-se disponível no seguinte link: https://www.trf4.jus.br/cAVxp. Além disso, o estudante deverá ter concluído, até o momento da inscrição, no mínimo 15% e, no máximo, 70% dos créditos disciplinares do curso superior, independente do semestre em que esteja formalmente matriculado. Após realizar a inscrição, o candidato precisa enviar a documentação comprobatória para o e-mail selecao@trf4.jus.br no período entre os dias 30/7 e 7/8. O processo seletivo será feito por meio de avaliação do desempenho acadêmico a partir da análise do índice de aproveitamento ou ordenamento do estudante no curso (média/conceito geral do curso), em caráter classificatório, sendo exigida a média mínima de 6,0. A publicação do resultado e da classificação final do processo seletivo deve ocorrer até o dia 8/8 e o início do ingresso dos candidatos aprovados está previsto para a partir do dia 25/8. A carga horária do estágio no TRF4 é de quatro horas diárias e 20 horas semanais, no turno da tarde. O estagiário recebe um auxílio financeiro mensal no valor de R$1.547,15, além de um auxílio-transporte fixado em R$ 10,52 por dia de trabalho presencial. O edital com todas as informações do processo seletivo está disponível no seguinte link: https://www.trf4.jus.br/vs3Fa. Para esclarecer dúvidas ou obter informações adicionais, os interessados podem entrar em contato com o Setor de Estágios do tribunal pelo e-mail estagio@trf4.jus.br ou pelos telefones/WhatsApp (51) 3213-3358/ (51) 3213-3876. ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br) (Imagem: Conteúdo Institucional/TRF4)
JFSC recebe comitiva da Subseção de Araranguá da OAB (30/07/2025)
O diretor do Foro da Justiça Federal em Santa Catarina (JFSC), juiz federal Jairo Gilberto Schäfer, recebeu hoje (30/7) visita institucional de uma comitiva da Subseção de Araranguá da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que veio reivindicar a instalação de uma vara federal no município. A reunião teve a presença do presidente local da Ordem, Rafael Vicente Roglio de Oliveira e mais 12 advogados e advogadas, além da diretora da Secretaria Administrativa da JFSC, Estela Silveira, e do assessor da DF Robson Godinho. () () ()
Iniciativas da Justiça Federal da 4ª Região vencem o Prêmio Solo Seguro do CNJ (28/07/2025)
Na última sexta-feira (25/7), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou o resultado final do Prêmio Solo Seguro Edição 2024/2025 e três iniciativas da Justiça Federal da 4ª Região estão entre as vencedoras. O Prêmio Solo Seguro tem como objetivo reconhecer ações, projetos e programas inovadores que contribuam para o aperfeiçoamento da Regularização Fundiária Urbana (Reurb) e Rural no Brasil. O projeto “Regularização fundiária de propriedade da União para fins de reforma agrária e capacitação de trabalhadores da pecuária – processos nº 50028481020214047009 e 50095547720194047009”, do juiz federal Antônio César Bochenek, magistrado titular da 2ª Vara Federal de Ponta Grossa (PR), foi um dos vencedores do Eixo Temático II – Regularização Fundiária Rural. Ainda no Eixo Temático II – Regularização Fundiária Rural, a iniciativa de “Regularização Fundiária e Direitos Fundamentais na Terra Indígena Pindó Mirim”, de autoria do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCON) e do Centro de Justiça Restaurativa (CEJURE) da Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS), também foi premiada. Já no Eixo Temático III – Gestão Informacional e Governança Fundiária Responsável, o projeto sobre “Conciliação para a Preservação de Terras Ancestrais e Sustentabilidade Ambiental”, promovido pelo Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 4ª Região (Sistcon), foi um dos vencedores. Esta iniciativa assegurou o direito de ocupação das comunidades indígenas Xokleng Konglui e Kaingang Konhum Mág nas áreas das Florestas Nacionais de Canela (RS) e de São Francisco de Paula (RS) de forma sustentável. No total, 27 iniciativas foram vencedoras nos três eixos da premiação, que, nesta segunda edição, recebeu 143 inscrições de todo o país. Para conferir a lista completa de todas as iniciativas vencedoras do Prêmio Solo Seguro Edição 2024/2025, acesse o seguinte link: https://www.trf4.jus.br/TCKGi. A entrega dos prêmios acontece em solenidade que será realizada no dia 25 de agosto, às 10h, no Auditório do CNJ, em Brasília. Além das 27 iniciativas vencedoras, 15 projetos serão agraciados com Menções Honrosas no evento. O presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, e o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, vão conduzir a cerimônia, que contará com autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de representantes da iniciativa privada, entidades representativas de oficiais do Registro de Imóveis e da sociedade civil organizada que atuam diretamente na questão da regularização fundiária urbana e rural. Critérios técnicos Instituído pelo Provimento nº 145/2023, o Prêmio Solo Seguro busca reconhecer e disseminar ações, projetos e programas inovadores que contribuam para o aperfeiçoamento da Regularização Fundiária Urbana (Reurb) e Rural. Os projetos inscritos foram avaliados pela Comissão Julgadora, composta por 15 profissionais de áreas diversas relacionadas aos três eixos da Premiação (Portaria CNJ nº 36/2025), seguindo os critérios técnicos estabelecidos pelo Provimento nº 145 e pela Portaria nº 4/2025: impacto territorial e/ou social; eficiência e celeridade; inovação e criatividade; avanço no georreferenciamento de áreas urbanas e rurais; articulação com órgãos e entidades encarregadas da regularização fundiária urbana e rural, e replicabilidade. Mais informações sobre o Prêmio Solo Seguro estão disponíveis na página oficial da premiação, que pode ser acessada pelo link: https://www.trf4.jus.br/I3jw8. Com informações da Agência CNJ de Notícias A solenidade de entrega do Prêmio Solo Seguro Edição 2024/2025 acontece em 25 de agosto no Auditório do CNJ, em Brasília (Imagem: Agência CNJ)
Justiça Federal condena motorista a quatorze anos de reclusão por tráfico internacional de drogas e munições (29/07/2025)
Um motorista de caminhão foi condenado a quatorze anos de reclusão por tráfico internacional de drogas e de munições de uso restrito em um processo julgado na 3ª Vara Federal de Passo Fundo. A decisão foi proferida pelo juiz Rodrigo Becker Pinto em sentença publicada no dia 23/07. O Ministério Público, autor da ação, narrou que a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a partir de informações da inteligência/setor de análise de riscos, acionou uma equipe para abordar um caminhão suspeito que transportava milho a granel. O veículo teria sido abastecido em Mato Grosso do Sul e seguiria até o município de Lajeado (RS). O fato ocorreu no início de dezembro de 2024, na BR 324, em Trindade do Sul (RS). Devido ao mau tempo e pouco espaço da pista, os agentes da PRF relataram ter conduzido o motorista e o caminhão até a Unidade Operacional da PRF em Sarandi, onde foi realizada a inspeção. Foram encontrados, espalhados no meio da carga, noventa tabletes de cocaína, totalizando 97,8 kg, e um pacote com aproximadamente cem munições de fuzil, de uso restrito. Dois aparelhos celulares também foram apreendidos. O motorista foi preso em flagrante. Foram juntados aos autos do processo termos de apreensão, laudos periciais, documentos contendo informações acerca dos dados extraídos dos celulares, depoimentos de testemunhas e interrogatório do réu. O acusado confessou parcialmente a autoria, reconhecendo o transporte da munição, alegando, contudo, não ter conhecimento sobre a característica de uso restrito. Informou que não sabia da presença de drogas na carga, pois não teria acompanhado o carregamento. Na análise dos fatos, o juízo verificou, principalmente nas conversas por meio de aplicativo, diversos diálogos, com pessoas diferentes, cujo conteúdo era relacionado ao fornecimento de armas, munições e drogas, com o envio de fotos, vídeos e áudios detalhando os objetos, valores e formas de aquisição e entrega. Foi constatado que o réu estava no Paraguai antes de abastecer seu caminhão com a carga de milho no Mato Grosso do Sul. Em trechos das conversas, o réu deixa evidente uma certa tranquilidade em atravessar a fronteira com o Brasil, por haver concluído com a polícia paraguaia: “Nós temos a polícia comprada”. Foi demonstrada a transnacionalidade dos delitos. Há ainda a suspeita da ocorrência de outros fatos relacionados ao julgamento, mediante conversas extraídas dos celulares: “primeiro, uma carga milionária foi carregada no bitrem do acusado; segundo, durante o transporte, ele fugiu de uma abordagem policial no Mato Grosso do Sul; e terceiro, já no Estado do Paraná, ele realizou a entrega de parte dessa carga”, informou o magistrado. Em relação à carga, o entendimento foi de que a operação estaria regular: “a respeito das notas fiscais da carga de milho, verifica-se que não há qualquer irregularidade, tratando-se de uma operação de venda à Ordem ou triangular, que ocorre quando o produto é vendido para uma empresa, mas entregue diretamente a uma terceira, para a qual o produto já foi revendido pela compradora originária”. A carga foi restituída à transportadora de origem. O motorista foi condenado a quatorze anos de reclusão em regime fechado, mais pagamento de multa, sendo caracterizado o concurso de crimes. Foi mantida a prisão preventiva sob os fundamentos de “garantia da ordem pública” e “risco de reiteração delitiva”. Também foi decretado o perdimento, em favor da União, do caminhão e dos dois semirreboques, pertencentes ao réu. Cabe recurso para o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região. Nucom/JFRS (secos@jfrs.jus.br) (PRF/ Divulgação)
Justiça Federal mantém embargo de obras no Cemitério dos Imigrantes de Pomerode (28/07/2025)
A Justiça Federal negou o pedido de liminar do Município de Pomerode para suspender o embargo do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que interrompeu as obras da prefeitura no Cemitério dos Imigrantes. O objetivo da medida, segundo o Iphan, seria evitar a remoção de materiais de interesse arqueológico, com eventual perda de memória cultural e informação. A 1ª Vara Federal de Blumenau entendeu que não há urgência para a medida e que é necessário aguardar o resultado de outra vistoria do Iphan, prevista para o início de agosto. “O relatório deverá ser produzido até 13/08/2025, sendo de todo recomendável aguardar-se a realização [da vistoria]” e “os esclarecimentos necessários para se alcançar a melhor equalização dos interesses envolvidos”, afirmou o juiz Leandro Paulo Cypriani, em decisão proferida sexta-feira (25/7). O município alegou que o embargo do Iphan não observou diversas exigências e a interrupção das obras estaria causando prejuízos. Outro argumento foi que o cemitério estaria sofrendo depredações há décadas, citando uma intervenção ocorrida em 2018, “quando ocorreu não só a retirada de vegetação como também de alguns jazigos e lápides”. Para o juiz, “as intervenções aparentemente irregulares havidas anteriormente não justificam e nem autorizam as atuais”. Cypriani lembrou ainda que “se fosse a hipótese de reconhecer eventual nulidade no auto de infração lavrado, nada impediria que, no passo seguinte, outro fosse levado a efeito, uma vez que as obras estariam sendo efetuadas em descompasso com a legislação”. A decisão também considerou que não teria havido anuência do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural de Pomerode, conforme ata de uma reunião realizada em 1º de abril e apresentada pela própria procuradoria municipal. “Forçoso reconhecer que, em princípio, as obras não seguiram os passos necessários ao seu pleno desenvolvimento, não podendo a municipalidade beneficiar-se de urgência por si causada (no que diz respeito à cessação de alegados prejuízos financeiros por si suportados com a paralisação)”, concluiu Cypriani. Cabe recurso. Primeiros sepultamentos datam de 1889. Foi desativado em 1940. (https://fotosantigaspomerode.blogspot.com/2011/04/cemiterio-dos-imigrantes.html)
Aposentada por incapacidade permanente conquista benefícios de pensão por morte dos pais (25/07/2025)
A Justiça Federal do Paraná (JFPR) concedeu a uma mulher de 51 anos, beneficiária de aposentadoria por invalidez permanente, o direito às pensões por morte de seus pais. A mãe faleceu em 2009 e o pai em 2023. A decisão, proferida pela 8.ª Vara Federal de Londrina, reconheceu a dependência econômica da autora em relação aos genitores. A moradora do município de Apucarana começou a receber aposentadoria em 2004, devido a uma grave distrofia muscular progressiva, quando os genitores ainda eram vivos. Em 2009 e depois em 2023, ela buscou o reconhecimento do direito às pensões por morte, mas os pedidos foram contestados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que alegou que a autora já teria independência econômica em razão de seu benefício de aposentadoria por incapacidade permanente. Em audiência na Justiça, a mulher relatou que sempre viveu com os pais e que a auxiliavam com as despesas de medicamentos. Cada um dos genitores recebia um salário mínimo. Após os falecimentos, ela passou a viver sozinha e a enfrentar sérias dificuldades financeiras para arcar com os custos de moradia, medicação e tratamento. Uma testemunha confirmou as dificuldades financeiras da autora e a piora progressiva de sua grave condição de saúde. O juiz federal Marcio Augusto Nascimento reconheceu a dependência econômica da filha do casal falecido e determinou que o INSS conceda as duas pensões por morte a contar de setembro de 2023. Além disso, o magistrado antecipou os efeitos da tutela, ao ordenar a imediata implantação do benefício em 20 dias, a partir de 1.º de julho de 2025. Nascimento destacou o caráter alimentar da pensão e o risco de dano irreparável à autora. As pensões serão mantidas enquanto a mulher permanecer com a deficiência que garante o direito ao benefício. *A reprodução do conteúdo é autorizado desde que sejam atribuídos os devidos créditos à JFPR *Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal do Paraná**COMSOC | JFPR – imprensa@jfpr.jus.br* Imagem meramente ilustrativa (Freepik)
Desembargadora Blasi fala sobre enfrentamento à violência contra mulheres em eventos do TRE e OAB do RS (25/07/2025)
A ouvidora da Mulher do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargadora federal Ana Cristina Ferro Blasi, participou na tarde desta sexta-feira (25/7) do evento “Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra Magistradas e Servidoras”, promovido pela Escola Judiciária Eleitoral Ministro Paulo Brossard de Souza Pinto (EJERS) do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). Ana Blasi proferiu a palestra magna sobre o tema “Experiência do TRF4 na adoção do Protocolo de Prevenção e Enfrentamento à Violência Doméstica”. O evento foi realizado no Plenário da sede do TRE-RS, em Porto Alegre, e marcou a adoção, no âmbito da corte eleitoral, do Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança voltadas ao Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra Magistradas e Servidoras, conforme a Recomendação nº 102, de 19 de Agosto de 2021, do Conselho Nacional de Justiça. Na palestra, a desembargadora Blasi falou sobre medidas de segurança e prevenção voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e familiar e a adoção do Protocolo no TRF4 e na Justiça Federal da 4ª Região. Durante o evento, foi abordada a preocupação institucional com o enfrentamento da violência de gênero, especialmente considerando as peculiaridades que envolvem o perfil das vítimas. Além de Ana Blasi, o evento também contou com as seguintes participantes: desembargadora Iris Helena Medeiros Nogueira, que é diretora da EJERS e realizou a abertura das atividades; psicóloga forense e criminal Karen Netto, que é perita judicial e assistente técnica, com ênfase em perícia psicológica com perspectiva de gênero; desembargadora Caroline Agostini Veiga, que é ouvidora de Gênero, Raça e Diversidade do TRE-RS; e desembargadora Maria de Lourdes Galvão Braccini de Gonzalez, que é vice-presidente e corregedora do TRE-RS. “Café com L” na OAB/RS Já na noite de quinta-feira (24/7), a desembargadora Blasi foi a convidada do “Café com L”, tradicional evento promovido pela Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da Seccional do Rio Grande do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (CDSG da OAB/RS). A ouvidora da Mulher do TRF4 foi a palestrante do principal painel desta edição do evento. Durante o painel, Ana Blasi detalhou as iniciativas recentes do TRF4 relacionadas ao enfrentamento de violência contra as mulheres em sua gestão a frente da Ouvidoria da Mulher da corte. O encontro foi realizado no espaço OAB/RS Cubo, localizado no bairro Praia de Belas em Porto Alegre. O evento contou ainda com o apoio de três comissões da OAB gaúcha: a de Igualdade Racial (CIR), a de Direitos Humanos (CDH) e a da Mulher Advogada (CMA). Nesta edição do “Café com L”, além da desembargadora Blasi, também estavam presentes: o advogado Leonardo Lamachia, presidente da OAB/RS; a advogada Bianca Hilgert, presidente da CDSG da OAB/RS; a advogada Janaina Cordeiro, presidente da CIR da OAB/RS; a advogada Renata Gabert, integrante da CDH da OAB/RS; e a advogada Maximilia Silva de Paula, presidente da CMA da OAB/RS. ACS/TRF4 (acs@trf4.jus.br) A desembargadora federal Ana Cristina Ferro Blasi, ouvidora da Mulher do TRF4, palestrou em evento realizado nesta sexta-feira (25/7) no TRE-RS (Foto: Assessoria de Comunicação/TRE-RS) Desembargadora Blasi (centro) junto com as outras autoridades que participaram do evento no TRE-RS (Foto: Assessoria de Comunicação/TRE-RS) Na quinta-feira (24/7), a ouvidora da Mulher do TRF4 participou do evento “Café com L” no espaço OAB/RS Cubo (Foto: OAB/RS) No evento da OAB/RS, a desembargadora Blasi abordou as iniciativas recentes do TRF4 relacionadas ao enfrentamento de violência contra mulheres (Foto: OAB/RS)